Virtualização, palavra que está ficando comum em ambientes de TI e para empresas que são clientes desta tecnologia, porém normalmente quando pensamos nesses ambientes virtualizados pensamos em servidores virtuais provendo serviços dos mais variados, desde servidores de aplicações web, multimidia a banco de dados, mas existe um cenário alternativo ao qual ainda não estamos acostumados, é quando a virtualização vem para cima da nossa mesa, para o nosso desktop, todo o processamento concentrado centralizadamente nunca foi novidade, inclusive faz parte das raízes das origens da Tecnologia da Informação, já presente nos terminais burros, sucedidos por ambientes com sistemas operacionais distribuídos, com arquitetura cliente e servidor, depois novamente a tendência dos sistemas centralizados, com thin clients acessando serviços de terminal, desta vez gráficos, agora vemos mais um passo desta nova velha tendência, os terminais gráficos aliados aos conceitos de virtualização, com melhor aproveitamento de recursos de hardware, energia, disponibilidade, acessibilidade, processamento e armazenamento em nuvem.
Virtualização de desktops, termo chamado de VDI (Virtual Desktop Infrastructure) pela VMware com a solução chamada VMware View 4, a Citrix também tem a sua tecnologia chamada Xen Desktop 4.
A solução consiste em oferecer ao usuário que se conecta ao serviço uma view de uma imagem de sistema operacional, de modo que cada usuário terá a sua view e não uma cópia de sistema somente para ele, economizando todo o espaço gasto para esta cópia que seria repetida para cada desktop instalado na empresa, reduzindo tempo e custos com gerenciamento de atualizações, aplicativos, antivirus e tudo mais que precisa ser gerenciado em cada desktop, somado ao aproveitamento de recursos que a virtualização oferece, distribuindo ambientes de desktop como serviço, seguindo a tendência, ou moda que na minha opinião não será passageira, do "Everything as a Service", junto com facilidades, como a fácil adaptação de resolução de vídeo conforme o monitor ou monitores usados para acessar o desktop virtual.
Abaixo um vídeo demonstratrativo da VMware sobre o VMware View 4:
Adaptação, é a palavra que deve ser uma constante na mente dos profissionais de TI, quem quiser ser um bom profissional e crescer na área deve ter noção de quanto dinâmica ela é e deve se adaptar as suas novas realidades, instalar windows, programas de escritório e até mesmo configurar pequenas redes e acesso a internet já não são mais tarefas exclusivas de profissionais especializados e isto é um bom sinal, sinal de que a informática e a informação estão mais acessíveis e o que temos pela frente a ser feito realmente são coisas mais completas, soluções muito mais complexas e que tem por objetivo o resultado, talvez esse seja o desafio e o motivo do suceso dos ambientes virtualizados.
Hoje muitas empresas, privadas ou não, repetem intuitivamente o que é visto na administração por décadas, o Taylorismo impregnado dos princípios que parecem naturais, mas não são, foram criados por Frederick Winslow Taylor. A figura do melhor profissional que de repente é colocado na posição do líder de pessoas, os então chamados por Taylor de supervisores, coordenadores, gerentes, diretores e até presidentes.Nas empresas de TI não é dferente, vemos sim excelentes técnicos e grandes analistas se tornando gerentes, coordenadores, supervisores, porém, continuam sendo técnicos e analistas, que por formação gerenciam tecnologia, por experiência comandam máquinas, por seu raciocínio lógico geram algoritmos e instruções que não funcionam para a plataforma humana. Liderança não é feita de 0´s e 1´s, colocação muito boa que já ouvi de um grande amigo.Gerentes continuam gerenciando máquinas, recursos, tecnologia, pessoas não são gerenciadas, pessoas são lideradas. Abaixo um trecho de um dos livros mais famosos de James C. Hunter, sobre liderança chamado "O Monge e o Executivo" onde um sargento do exército, chamado Greg, indaga de maneira provocativa John, o executivo, a respeito do efeito Hawthorne e Simeão, o monge, dá mais um ensinamento relacionado ao fato.Vale a pena ler o livro
... E o que é o efeito Hawthorne, Johnny, velho companheiro? - o sargento me provocou.
— Se eu me lembro bem, Greg, há muitos anos um pesquisador de Harvard, chamado Mayo, queria demonstrar numa fábrica da Western Electric, em Hawthorne, New Jersey, que havia uma relação direta e positiva entre a melhoria das condições de trabalho e sua produtividade. Uma das experiências consistiu simplesmente em aumentar as luzes da fábrica. Constataram que a produtividade dos trabalhadores aumentou. Quando estavam se preparando para continuar a estudar outra faceta do ambiente de trabalho, inadvertidamente os pesquisadores diminuíram as luzes para não misturar as variáveis. Adivinhe o que aconteceu com a produtividade do trabalhador?
— Diminuiu, é claro — respondeu o sargento parecendo chateado.
— Não, Greg, a produtividade dos trabalhadores continuou aumentando! Portanto, o aumento da produtividade não foi causado pelas lâmpadas mais fortes e mais fracas, mas por alguém estar prestando atenção às pessoas. Isso ficou conhecido como o efeito Hawthorne.
— Obrigada por compartilhar isso comigo, John – Simeão agradeceu. - Eu tinha esquecido essa história. Prestar atenção às pessoas foi o que importou. E eu acabei acreditando que, de longe, a maior maneira que temos de prestar atenção às pessoas é ouvindo-as ativamente.
— O que exatamente quer dizer ouvir ativamente, Simeão? – a enfermeira perguntou.
— Muitas pessoas acham erradamente que ouvir é um processo passivo que consiste em ficar em silêncio enquanto outra pessoa fala. Podemos até nos considerar bons ouvintes, mas o que fazemos na maior parte das vezes é ouvir seletivamente, fazendo julgamentos sobre o que está sendo dito e pensando em maneiras de terminar a conversa ou direcioná-la de modo mais prazeroso para nós.
A diretora acrescentou: - Alguém disse certa vez que, se não soubéssemos que a seguir seria nossa vez de falar, ninguém ouviria!
Cada vez mais o termo cloud computing ou computação em nuvem está ficando mais popular, a motivação e empolgação com este tipo de serviço é crescente e não é pra menos, afinal, há toda uma atmosfera que envolve os noticiários, jornais, programas de TV, até conversas de elevador, no nosso dia-a-dia que contribuem para que haja uma convergência de idéias, como a preocupação com clima e o green IT, que está relacionado com o melhor aproveitamento e economia de recursos, virtualização, cloud computing, enfim uma série de mudanças na visão não só de TI mas também de contribuição para a preservação do planeta, economia, disponibilidade, agilidade, segurança, entre outras vantagens financeiras para os negócios.
Outra exigência que surge na evolução e popularização desses serviços, é que agora não basta ser cloud, tem que ter interoperabilidade. Esta é uma das palavras chave para estar em acordo com o princípio da nuvem, interoperabilidade é obedecer o princípio do céu, conviver e interagir com outras nuvens, o que garante a disponibilidade e segurança de que o serviço será entregue ao cliente.
Abaixo um vídeo excelente, produzido pelo programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, sobre computação em nuvem que aborda o tema de uma maneira eficaz e com uma linguagem acessível.
"Não podemos resolver problemas pensando da mesma forma de quando os criamos"
Albert Einstein
Talvez Einstein com toda a sua genialidade criativa já estivesse pensando em virtualização e cloud computing! O fato é que a virtualização está resolvendo problemas de maneira que nunca imaginamos, além de impulsionar com muita força o cloud computing, estamos encarando uma nova maneira de gerir, prover e até mesmo utilizar soluções de infraestrutura, é o conceito de IT-as-a-Service, Tecnologia da Informação como Serviço. Em algum tempo não iremos mais pensar em infraestrutura simplesmente como centros de dados e processamento, conhecidos como sites, com redundância elétrica, storages com arrays de disco de fabricantes diferentes, switches de fibra, servidores, blades e tudo mais que cerca toda esta infra, mas pensaremos sim em montantes de processamento, storage, memória, largura de banda, uso de banda e custo deste montante. Isto é IT-as-a-Service, o que não significa que os nossos sites estão fadados ao desaparecimento, ao contrário, teremos entre outras vantagens, diferentes maneiras de fazer o que já fazemos e fazer coisas novas, poderemos ter, por exemplo, uma maneira mais rápida e barata de implementar um plano de recuperação de desastres, com uma réplica do seu site na nuvem e virtualizado, ou uma parte do site provendo serviços na nuvem para acessos externos, ou seja, uma infinidade de possibilidades que tornam-se possíveis com o cloud computing. Isto sem falar nos princípios de Green IT que tornam a virtualização, o cloud e o IT as a Service conceitos que além de mais interessantes economica e tecnológicamente, politicamente corretos, que tem tudo a ver com economia de energia e o movimento de preservação do meio-ambiente. Já é possível contratar um IT as a service, pagando pelos recursos utilizados e ter um site virtual com quantos servidores, processadores, memória, storages, IP´s públicos forem necessários, pagando apenas pelos recursos que forem consumidos, como um restaurante à kilo, onde você não se preocupa com a hora que vai ter que começar a preparar o almoço, as panelas, o fogão, a dispensa, você simplesmente escolhe o que precisa e utiliza, uma das maiores empresas já neste ramo é aVCloud Express (http://vcloudexpress.terremark.com/), utilizando virtualização baseada em VMWare, com recursos de clustering em cloud computing, a VCloud Express oferece recursos muito simples e eficazes no gerenciamento de máquinas virtuais, utilizando tecnologia líder na área. Não fosse o custo por processadores ainda um pouco salgado para os nossos padrões de pessoa física, eu mesmo já teria pelo menos um servidor virtual para experimentar um desktop na nuvem. Abaixo um video sobre o vSphere, o mais novo software de virtualização em cloud da VMWare.
Está disponível a versão 3.04 da Virtual Box, um dos melhores softwares de virtualização da atualidade. Um dos maiores features prometidos é suporte a 3D, que ainda aparece nesta versão como experimental, mas já é possível habilitar e usar sem problemas, por exemplo com um ubuntu virtualizado e após serem instalados os "adicionais para convidados", que nada mais são do que drivers e módulos para o hardware virtual, é possível habilitar funcões 3D como arrastar janelas com efeito de gelatina, rolar desktops, fazer cubo com áreas de trabalho, além de outras. O que muitos esperavam ansiosamente era que com aceleração 3D em hosts virtuais fosse possível instalar jogos em vm´s windows e aproveitar o melhor da diversão sem precisar rebootar o computador para outro sistema operacional e continuar com as suas outras aplicações no sistema operacional preferido, Mac ou Linux. Postarei aqui o resultado de um teste de aceleração 3D de uma vm windows rodando no Ubuntu, para isto usarei um windows XP SP3 e o jogo Rise of Nations. Outra vantagem é para quem desenvolve jogos ou aplicativos que precisam usar recursos de hardware de vídeo e precisam testar em ambientes fora do ambiente de desenvolvimento. Abaixo um vídeo de demonstração do Gerente de Marketing Técnico da Sun, Angel Camacho, explicando o uso do Virtual Box em um MacBook e várias máquinas virtuais.
Reportagem do Jornal do Brasil on line do dia 23/04/2009 relata pesquisas realizadas pela USP em direção ao tratamento eficaz do diabetes tipo 1, uma esperança de cura. Estranho que a reportagem seja de abril deste ano e não houve praticamente nenhuma divulgação a respeito das pesquisas.
"Novo tratamento para diabetes tipo 1 dispensa insulina
Jornal do Brasil
SÃO PAULO - Um tratamento inovador para pacientes que sofrem de diabetes tipo 1 baseado em altas doses de quimioterapia e no transplante de células-tronco extraídas de seus próprios organismos apresentou resultados promissores, segundo estudo realizado pela Universidade de São Paulo e publicado no Journal of the American Medical Association.
De um grupo de 23 pessoas que receberam o tratamento durante a pesquisa, 20 foram dispensadas das altas doses diárias de insulina, pois seus organismos voltaram a produzir a substância com bom controle glicêmico. Além disso, aqueles que precisaram voltar a injetar a substância precisaram tomar doses bem mais baixas. Os estudos foram realizados com pacientes em estágio inicial da doença.
– Mostramos que, apesar de verificar recaída em um número de pacientes, a produção endógena de insulina aumenta tanto no grupo que recai como naquele que se torna independente das injeções. É, sem dúvida nenhuma, um excelente re sultado – contou o coordenador Julio Voltarelli, Voltarelli à agência Fapesp.
A diabetes tipo 1 atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil. Segundo Voltarelli, apesar de corresponder a no máximo a 10% dos casos da doença, é justamente o tipo mais grave, especialmente para crianças.
Segundo o professor titular do Departamento de Clínica Médica da USP, a estratégia consiste em submeter os pacientes à imunossupressão, isto é, injeção de altas doses de drogas que desativam o sistema imunológico, impedindo-o de atacar as células do pâncreas.
Isso é necessário uma vez que a diabetes tipo 1 faz com que as próprias células do sistema de defesa do corpo ataquem as que estão no pâncreas, que são especialistas na produção de insulina.